A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou nas redes sociais que o ex-presidente Jair Bolsonaro está sem soluços há seis dias e já conseguiu retomar as sessões de fisioterapia. A mensagem, publicada neste sábado, foi apresentada pela família como sinal de evolução clínica após o episódio recente de broncopneumonia.

Bolsonaro foi transferido para regime de prisão domiciliar humanitária em 24 de março, logo após receber alta hospitalar — onde permaneceu quase duas semanas — em razão de uma broncopneumonia bacteriana. A medida foi autorizada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes por 90 dias, após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao pedido da defesa.

Ele está sem soluços há seis dias e já retoma a fisioterapia, comemorou Michelle.

No front político, a divulgação da melhora tem efeitos imediatos de imagem: humaniza o apelo da família e oferece material para a narrativa de aliados de que as condições de saúde justificam tratamento diferenciado. Mas a mudança de status não altera o núcleo da condenação nem o calendário judicial: trata‑se, segundo as decisões, de uma medida temporária vinculada a motivos de saúde.

O caso também reacende debate institucional sobre o uso do chamado regime humanitário. Para opositores, concessões desse tipo podem ser vistas como sinal de que o tratamento jurídico sofre influência de circunstâncias mediáticas; para defensores, são medidas compatíveis com garantias básicas de tratamento médico. A definição da duração e eventual prorrogação permanecerá no campo jurídico e político.

A nota familiar é, por ora, um retrato do momento. A evolução clínica poderá moderar tensões imediatas no debate público, mas não encerra a disputa jurídica nem a disputa política que envolve o ex-presidente e seus adversários. Em Brasília, setores da sociedade e do Judiciário acompanharão as próximas decisões e comunicações oficiais.

A prisão domiciliar humanitária foi autorizada por Alexandre de Moraes por prazo inicial de 90 dias.