Michelle Bolsonaro formalizou neste sábado (15/8), último dia do prazo legal, sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. O registro consolida a presença do PL na disputa por uma das duas vagas em jogo na capital, com o irmão Diego Torres indicado como suplente.
A oficialização ocorre após semanas de indefinição. Michelle já havia sido apresentada como pré-candidata na convenção do PL-DF, em 2 de agosto, mas a postulação chegou a ser questionada por conta dos atritos públicos com o enteado, o senador Flávio Bolsonaro — um fator que testa a unidade interna do grupo.
No pedido ao Tribunal Superior Eleitoral a ex-primeira-dama declarou patrimônio de R$ 4,4 milhões, composto por aplicações financeiras e um Fusca avaliado em cerca de R$ 30 mil. O total declarado oferece pista sobre a base de recursos pessoais, mas não detalha a estrutura de campanha que será mobilizada no DF.
A campanha terá de conciliar agenda política com cuidados prestados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que, segundo integrantes da campanha, exigirá ajustes: compromissos tendem a concentrar-se em tardes e noites. A senadora Damares Alves já comentou que será preciso 'ser criativo' na logística eleitoral.
Do ponto de vista político, a entrada de Michelle no páreo amplia o desafio do PL local: além de concorrer por espaço com nomes como Bia Kicis, também precisa gerenciar as fissuras entre as lideranças bolsonaristas. O registro marca o fim da incerteza formal e abre a fase prática da disputa no DF.