A ex‑primeira‑dama Michelle Bolsonaro divulgou, na noite de sexta‑feira, nova atualização sobre o estado de saúde do ex‑presidente Jair Bolsonaro. Segundo ela, Bolsonaro já não necessita mais do oxigênio por cânula nasal, conseguiu se alimentar — tomou sopa — e apresenta retorno de movimento nos dedos do braço que passou pela cirurgia.

O procedimento realizado no ombro direito foi uma reparação artroscópica do manguito rotador, e o boletim médico divulgado pelo hospital confirmou que a operação transcorreu sem intercorrências. A autorização para a intervenção foi dada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após parecer favorável da Procuradoria‑Geral da República.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária desde março, depois de ter recebido tratamento hospitalar por pneumonia bacteriana. Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado, o ex‑presidente permanece em situação jurídica que não é alterada pelas notícias sobre sua recuperação clínica.

No plano político, atualizações sobre a saúde tendem a mitigar, momentaneamente, preocupações públicas e a narrativa de risco imediato, mas não alteram o cenário judicial nem as consequências institucionais da condenação. Informações médicas, quando divulgadas pela família, também têm impacto direto na percepção da base e na cobertura da imprensa; por enquanto, a comunicação enfatiza melhoria gradual e promete novos informes.