Milhares de pessoas ocuparam as duas faixas da orla de Copacabana, na zona sul do Rio, em um ato em apoio à democracia e à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Realizado na tarde da segunda-feira (12), feriado de Nossa Senhora Aparecida, o encontro reuniu perfis variados: estudantes, profissionais, pais com filhos e aposentados, numa demonstração visível de mobilização da base do petista.

Entre os presentes estava a professora aposentada Clara Davidorch, de 87 anos, que foi às ruas ao lado de amigas e vem atuando pessoalmente em campanhas desde agosto. Para ela, a participação é uma homenagem às mulheres que lutaram pelo direito ao voto e um apelo para que eleitores compareçam às urnas — argumento repetido por voluntários que afirmaram sentir nova energia com a mobilização estudantil recente.

A estudante de pós-graduação Suelen Geovana, de 25 anos, veio de Campo Grande e disse que a atuação pública é uma defesa de políticas como educação e saúde; citou o acesso à universidade pública por meio de cotas como experiência direta dos ganhos sociais. Em referência ao primeiro turno, participantes lembraram as diferenças de votação entre os candidatos — apontadas nas falas como motivo adicional para intensificar a campanha nas ruas.

A advogada Carolina Estrela levou os dois filhos ao ato e ressaltou a importância de formar cidadãos politicamente engajados, expondo crianças aos diferentes lados do debate. Do ponto de vista político, a manifestação reflete capacidade de mobilização intergeracional e dá narrativa à campanha de defesa de direitos. Resta, porém, transformar presença e barulho nas ruas em vantagem eleitoral mensurável — enquanto a organização do candidato adversário não se manifestou sobre atos similares, abrindo espaço para que a disputa pela narrativa pública continue nas próximas semanas.