A proximidade das eleições de 2026 reacende a dúvida de milhões de eleitores: é preciso ter biometria para votar? A resposta da Justiça Eleitoral é direta — não. O requisito central para exercer o voto é a inscrição eleitoral regular. A coleta biométrica é obrigatória apenas para quem se alista pela primeira vez; quem já é eleitor e está em dia com o título não perde o direito de votar por falta desse registro.

Todas as seções eleitorais estão equipadas com leitores biométricos e, quando o eleitor tem a digital cadastrada, a identificação ocorre na urna eletrônica. Se a impressão não for reconhecida, o sistema permite novas tentativas e, caso a validação falhe, o mesário segue os procedimentos previstos: conferência por documento oficial com foto e registro da assinatura no caderno de votação. O e‑Títulodeve ser atualizado e pode facilitar o atendimento, motivo pelo qual se recomenda baixá‑lo antes do pleito.

A biometria — que combina impressões digitais, fotografia e assinatura — fortalece a segurança do processo ao reduzir duplicidades e padronizar o atendimento. Esses dados também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), medida com objetivo de unificar registros. Ao mesmo tempo, o fato de milhões ainda não terem feito o recadastramento acende alerta operacional: mais eleitores sem biometria implicam maior dependência de procedimentos manuais, potencial para filas maiores e pressão sobre a logística e o treinamento de mesários.

Politicamente, a situação importa: a narrativa de segurança e confiabilidade do pleito depende também da eficiência do sistema de identificação. A Justiça Eleitoral precisa equilibrar inclusão e segurança nas próximas etapas de preparação para 2026. Para o eleitor, o caminho é simples e prudente — checar a situação do título, atualizar dados quando necessário e levar documento oficial com foto no dia da votação — medidas que ajudam a reduzir problemas e agilizar a apuração.