Onze candidaturas estão registradas para o governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. O estado, segundo maior colégio eleitoral do país e o maior da região Sudeste, reúne 16.377.659 eleitores aptos a votar, o que torna a logística de campanha e a disputa por votos diretos um desafio significativo para as chapas.

A composição do eleitorado também chama atenção: 52% são mulheres e 47% homens. Entre os 22,08% que declaram cor ou raça, 49,64% se identificam como pardos, 36,13% como brancos e 13,49% como pretos. Esses recortes demográficos terão papel na estratégia dos candidatos na hora de buscar apoio regional e segmentos específicos do eleitorado.

A lista oficial contabiliza 11 nomes. Entre os candidatos citados no registro estão, em ordem alfabética do nome na urna: Ben Mendes (Missão), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel (MDB), Henrique Áreas (PCO), Indira Xavier (UP), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Professor Tuilo Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU). O material-base indica 11 candidaturas, mas traz esses dez nomes listados explicitamente.

A existência de uma corrida com múltiplas candidaturas amplia a probabilidade de que ninguém alcance mais de 50% dos votos válidos no primeiro turno, o que deixaria o pleito para o segundo turno em 25 de outubro. Para os partidos maiores, o desafio será consolidar alianças e transferir votos em um eleitorado extenso; para a governabilidade futura, a necessidade de negociação prévia ou pós-eleitoral tende a aumentar o custo político de qualquer mandato.