O ministro da Justiça, Wellington Lima, assinou nesta segunda-feira (21/9) a portaria que demite Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal por abandono de cargo, publicação confirmada no Diário Oficial da União. A decisão confirma o encerramento definitivo do vínculo funcional do ex-deputado com a corporação.

A expulsão ampara-se no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluído em julho, que apontou falta injustificada por período superior a 30 dias consecutivos. Eduardo estava afastado desde uma viagem aos Estados Unidos no ano passado, onde alegou perseguição política; em 20 de julho, recebeu o green card, com autorização inicial de residência pelo período de dez anos.

No período em que permaneceu fora do país, registros apontam que ele teve atuação pública em iniciativas junto a autoridades dos EUA, defendendo sanções — inclusive tarifas — contra autoridades brasileiras, conforme o processo. A portaria do ministro trata a ausência como abandono e torna a medida administrativa irreversível.

Além do desligamento da PF, o episódio se soma à cassação do mandato determinada pela Mesa-Diretora da Câmara no fim do ano passado por faltas não justificadas. Politicamente, a demissão amplia desgaste na esfera pública e expõe contradições na narrativa de perseguição, além de levantar debate sobre a conduta de servidores que se ausentam por longos períodos para residir no exterior.