O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (8) o pedido da defesa para que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebesse a visita dos filhos no Dia dos Pais. Na decisão, Moraes determinou que as visitas a Bolsonaro permaneçam suspensas por 30 dias, com exceção de integrantes da equipe médica e de seus advogados.

A defesa havia solicitado a entrada dos filhos com argumento de finalidade humanitária e familiar. Segundo a decisão do ministro, o pedido não foi acolhido em razão do descumprimento de medida cautelar apontado após a divulgação, por parte de Flávio Bolsonaro, de uma carta atribuída ao ex-presidente. A restrição integra um conjunto de medidas cautelares impostas pelo STF.

Em nota e em vídeo, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, classificou a decisão como cerceamento da liberdade do pai e afirmou que a proibição será revertida. O episódio escalona a tensão entre o entorno de Bolsonaro e o Judiciário e oferece novo material de mobilização política para seus aliados, ao mesmo tempo em que reforça a narrativa de que as medidas são justificadas por questões processuais.

A decisão de Moraes é um retrato pontual das medidas cautelares em curso, mas tem desdobramentos políticos claros: complica a comunicação da família junto à base, alimenta confronto retórico com o Supremo e eleva o custo político do caso para quem se apresenta como alternativa em 2026. Trata-se de mais um episódio que combina judicialização e disputa política em terreno sensível para o governo e a oposição.