O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a retomada das visitas de um grupo de oração ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão permite que 13 pessoas se encontrem com o ex-chefe do Executivo semanalmente, às quartas-feiras, às 19h30, exclusivamente para atividades religiosas, segundo o pedido apresentado pela defesa em 23 de outubro.
Ao deferir o pedido, Moraes considerou que o período de suspensão imposto anteriormente já havia sido cumprido. Em julho, o ministro havia determinado suspensão temporária de visitas por 30 dias após postagem do senador Flávio Bolsonaro com carta atribuída ao pai, e vedou expressamente encontros com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições.
A nova determinação ressalta que as reuniões religiosas devem respeitar as medidas de segurança e as demais ordens judiciais em vigor. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal e o Núcleo de Custódia da Polícia Militar foram incumbidos de adotar as providências necessárias para fiscalização durante os encontros.
A autorização representa uma flexibilização pontual que busca conciliar liberdade religiosa e controles judiciais. Ao mesmo tempo, a decisão pode levantar dúvidas sobre a eficácia da fiscalização e acende alerta para potenciais tentativas de transformar encontros privados em instrumentos políticos, risco que Moraes tratou de mitigar ao reafirmar a proibição de caráter eleitoral. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por crimes que constam na sentença, fator que mantém a atenção sobre qualquer movimentação em seu entorno.