O senador e candidato do PL ao governo do Paraná, Sergio Moro, justificou nas redes sociais a ausência no debate da TV Bandeirantes, classificando o evento como um "jogo combinado" entre PT e PSD. No vídeo, ele acusa os adversários de priorizarem ataques públicos em vez de discutir propostas, e diz que preferiu não participar diante dessa articulação.
A declaração ganha peso porque Moro aparece na liderança da última pesquisa Quaest para o estado, com 38% das intenções, versus 18% de Requião Filho (PDT). Para o candidato, a suposta combinação entre PT e PSD seria uma tentativa de neutralizar seu crescimento por meio de ofensivas coordenadas — uma leitura que, se verdadeira, sinaliza tensão na campanha e desgaste para os articuladores do bloco opositor.
Politicamente, a ausência tem efeitos ambíguos. Ao mesmo tempo em que preserva Moro de confrontos que poderiam desgastá‑lo, a decisão abre margem para críticas sobre evitar embates públicos, sobretudo quando o candidato afirma não temer debates. A situação é agravada pela baixa adesão de outras lideranças: apenas Requião Filho e Sandro Alex (PSD) participaram do encontro, e Rafael Greca (MDB) também anunciou que não compareceria.
Do ponto de vista estratégico, a leitura que fica é de um jogo de cena em que controlar agendas e exposição passa a valer tanto quanto o conteúdo. Para adversários e analistas, o episódio reforça a necessidade de testar a resiliência eleitoral do líder nas próximas semanas e avaliar se a tática fortalece sua campanha ou alimenta a narrativa de evasão diante da opinião pública.