Sergio Moro assume papel de articulador no Paraná ao reunir, na noite desta terça-feira (13), prefeitos, parlamentares e lideranças locais para estruturar a mobilização em torno de Flávio Bolsonaro. O jantar no restaurante Madalosso, em Curitiba, com estimativa de cerca de 2 mil participantes, tem caráter estratégico: alinhar palanques e atuação municipal em um Estado visto como importante para o segundo turno presidencial.

A organização do ato envolve figuras da bancada bolsonarista e do grupo que apoiou a candidatura de Moro ao governo: os senadores eleitos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol ajudaram a costurar o encontro, e o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel (PSD), confirmou presença. Até a véspera, lideranças de sete legendas haviam confirmado participação. Flávio Bolsonaro não comparece pessoalmente; a possibilidade de participação por vídeo ainda depende de confirmação da organização.

Politicamente, a mobilização cumpre duas funções claras: consolidar uma frente direita-unida no plano regional e projetar o protagonismo de Moro como articulador local. Se a operação transformar ordenamento em votos, pode melhorar o desempenho do PL no Sul; se não, a ampla mobilização pode expor discrepâncias entre aparato partidário e efetivo resultado nas urnas. A movimentação, nesse sentido, acende alerta para a campanha adversária no Paraná e complica a narrativa de acomodação política no Estado.

Com a votação do segundo turno marcada para 25 de outubro, a articulação paulista-paranaense mostra que a disputa continuará sendo trabalhada palmo a palmo nos Estados. A iniciativa de Moro revela ambição por relevância regional e traduz a leitura de que a batalha eleitoral será decidida também pela capacidade de articular máquinas locais — um desafio que cabe agora medir na prática, nas próximas semanas.