Joselito Geraldo de Sousa, conhecido como Lito Sousa, morreu nesta quinta‑feira (1º) aos 59 anos, em consequência da doença de Creutzfeldt‑Jakob (DCJ), condição neurodegenerativa de evolução rápida. A família divulgou a notícia em vídeo nas redes sociais; informações sobre velório e enterro ainda não foram anunciadas.

Mecânico de aeronaves e piloto, Lito converteu décadas de experiência em conteúdo acessível sobre aviação. Seu canal e perfis somavam milhões de seguidores — números que o transformaram em referência para o público leigo e para entusiastas. Nas aparições públicas, explicava causas de acidentes e evolução de procedimentos de segurança com linguagem pedagógica.

O diagnóstico mobilizou familiares, amigos e seguidores em busca de alternativas. Em setembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, em caráter excepcional, a importação e o uso de uma substância experimental para tratamento do influenciador. A esposa, em mensagem publicada, ressaltou que Lito viveu com missão de ensinar e que deixou impacto sobre a segurança de quem viaja.

Do ponto de vista científico, a DCJ é rara: o país registra menos de 100 casos suspeitos por ano. A doença está associada ao acúmulo de formas anormais de proteínas (príons) e não há, atualmente, terapias capazes de interromper sua progressão; a comunidade científica ainda busca respostas e hipóteses diante das limitações do conhecimento.

Além do luto, o caso levanta questões políticas e administrativas: a autorização excepcional da Anvisa e a comoção pública expõem a tensão entre regulação, acesso a tratamentos experimentais e a urgência das famílias. Para além da comunicação e do legado pedagógico, a morte de Lito pode reforçar debates sobre políticas públicas para doenças raras, acesso a pesquisas e mecanismos de apoio a pacientes e cuidadores.