Levantamento realizado pela AtlasIntel em parceria com a Arko Advice revela rejeição expressiva aos presidentes das duas casas legislativas: Hugo Motta (Republicanos-PB), da Câmara, e Davi Alcolumbre (União-AP), do Senado, registraram 90% de imagem negativa entre os entrevistados. O índice de "não sei" foi de 9% e a avaliação positiva ficou em apenas 1%.
O estudo, que ouviu 4.224 pessoas de todas as cinco regiões do país, tem confiabilidade de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos (registro TSE BR-06058/2026). Motta e Alcolumbre foram os piores colocados em uma lista de 15 nomes que inclui pré-candidatos, a vice-presidência e figuras públicas do debate nacional.
Os números expõem desgaste profundo da cúpula do Congresso.
Do ponto de vista político, números tão elevados de rejeição necessariamente pesam sobre a capacidade de liderança e articulação. Presidências de Câmara e Senado dependem de capital político para conduzir pautas, negociar votos e preservar estabilidade institucional; a imagem pública fragilizada reduz poder de influência e amplia espaço para desgaste interno e externo.
A presença, entre os 15 nomes avaliados, de atores como o vice-presidente, Geraldo Alckmin, e figuras com projeção nacional — Michelle Bolsonaro, Janja da Silva, Fernando Haddad e Nikolas Ferreira — reforça que a avaliação não é restrita a lideranças partidárias, mas reflete percepção mais ampla sobre vulnerabilidade política. Para motes eleitorais e estratégicos, o levantamento funciona como termômetro de desgaste.
Embora seja um retrato do momento e não uma previsão de desfechos, a pesquisa acende um sinal claro: manter a agenda legislativa e a interlocução com Executivo e base poderá exigir mudança de estratégia, ações de comunicação e respostas concretas à percepção pública. Em ano de pré-campanha para 2026, a marca negativa na imagem de duas figuras-chave do Congresso tem efeito direto sobre a governabilidade e alianças.
A rejeição de 90% tende a complicar a articulação legislativa e reduzir a autoridade política dos presidentes das casas.