O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), participou na quarta-feira (4/11) da sessão de abertura da Conferência Internacional 'Mulheres que Movem a Justiça' e defendeu maior participação feminina em espaços de poder como forma de fortalecer a justiça e a própria democracia.

Motta afirmou que a democracia é “um princípio inegociável” e apontou a Constituição como o “norte” para instituições fortes. Em seu discurso, relacionou a presença feminina na política e nos tribunais à legitimidade das decisões públicas e ao acesso igualitário à proteção estatal.

Quanto maior for a presença feminina nos espaços de poder, mais plena será a justiça. E quanto mais plena for a justiça, mais forte e legítima será a nossa democracia

O parlamentar criticou os índices de violência contra mulheres, que classificou como motivo de vergonha para o país, e ressaltou que “nenhuma democracia pode aceitar que mulheres sejam ameaçadas, humilhadas, agredidas ou mortas por serem mulheres”. Para ele, não há justiça plena enquanto metade da população enfrentar barreiras a direitos e segurança.

Motta reconheceu avanços recentes, citou proposições aprovadas na Câmara em 2025 e 2026 voltadas ao enfrentamento da violência de gênero e pediu atuação conjunta entre parlamento, Judiciário, Ministério Público, Defensoria e sociedade civil. Segundo ele, democratizar a justiça demanda mais do que leis: exige acesso, educação, informação e confiança nas instituições.