Ao abrir a exposição O Caminho do Voto no Salão Negro do Congresso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu a segurança e a transparência das urnas eletrônicas e destacou que conhecer o funcionamento do sistema ajuda a ampliar a confiança do eleitorado. A mostra acontece quando as urnas completam três décadas de uso no país, marco que o parlamentar usou para ressaltar a evolução técnica adotada pela Justiça Eleitoral desde 1996.

Motta também chamou atenção para o avanço da inteligência artificial e para o papel crescente da tecnologia na circulação de informações. Segundo o presidente da Câmara, é necessário ‘‘ser vigilante’’ no enfrentamento à desinformação e promover ajustes legais que preservem eleições limpas, sem desrespeitar a liberdade de expressão. O recado une preocupação técnica e política: dispositivos e regras precisam acompanhar a sofisticação das ferramentas digitais.

O discurso do chefe do Legislativo coloca o Congresso no centro do debate sobre atualização normativa. Ao mencionar a necessidade de aprimoramento da legislação, Motta acende alerta sobre a pressão por mudanças que podem alterar o ambiente eleitoral em torno de 2026, ano em que as urnas completam 30 anos. A ênfase em transparência e procedimentos visa, na prática, reduzir espaço para dúvidas e suspeitas sobre o processo de votação.

A exposição tem função pedagógica: mostrar etapas da votação e mecanismos de segurança é estratégia para recompor confiança pública. Resta ao Parlamento transformar essa preocupação em propostas claras e eficazes, capazes de enfrentar a desinformação amplificada por novas tecnologias sem tolher o debate político. O desafio é técnico e político, e a sinalização de Motta deixa explícito que o Congresso terá de agir.