O Ministério Público Eleitoral ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com ações contra diversas campanhas à Presidência por propagandas consideradas irregulares. Entre os alvos estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL). O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, pede aplicação de multa que varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil, ou mesmo até o dobro do valor gasto com a propaganda.
Os documentos do MP apontam que as campanhas utilizaram sites, perfis e outros canais na internet que não foram informados previamente à Justiça Eleitoral. Segundo a resolução do TSE citada pela procuradoria, todos os canais existentes devem constar no registro de candidatura e, caso surjam novos durante a campanha, a corte deve ser comunicada em até 24 horas. A omissão, diz o MP, prejudica a fiscalização e o controle do conteúdo veiculado.
Além de medidas punitivas, a procuradoria ressalta instrumentos possíveis em face de irregularidades: pedido de remoção de conteúdo e exercício do direito de resposta. As ações também mencionam outras candidaturas — entre elas Renan Santos (Missão), Eduardo Girão (vice de Romeu Zema), Clariana Barão, Leonardo Avalanche, Rui Costa, Wilson Grassi, Hertz Dias, Raquel Bricio e Edmilson Costa — ampliando o alcance da investigação.
Do ponto de vista político e institucional, o movimento do MP acende alerta sobre transparência e cumprimento das regras no ambiente digital. Para campanhas grandes, como as de Lula e Flávio, a ação complica a narrativa pública e aumenta a pressão para regularizar práticas de comunicação. Para a Justiça Eleitoral, trata-se também de reafirmar mecanismos de controle em uma campanha cada vez mais dependente de redes e plataformas.