O vice‑procurador‑geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que não identifica irregularidade na fotografia de Luiz Inácio Lula da Silva escolhida para constar na urna eletrônica, na qual o presidente aparece usando um chapéu‑panamá. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o acessório não tem "conotação de propaganda eleitoral" e não dificulta o reconhecimento do candidato.

A imagem respeita a orientação da resolução do TSE que exige fotografia frontal, em formato de busto e com trajes adequados para foto oficial. A norma também proíbe elementos cênicos ou adornos que tenham caráter eleitoral ou que impeçam a identificação do candidato — ponto central da avaliação do Ministério Público.

A assessoria do presidente informou que o uso do chapéu foi motivado por recomendação médica após a remoção de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo em abril. É a primeira vez que Lula adota o acessório em uma campanha presidencial, um detalhe que suscitou questionamentos jurídicos e discussão pública sobre imagem e simbolismo.

No parecer enviado ao TSE, Espinosa argumentou que permitir a indumentária é a solução que "melhor atende ao pluralismo político", invocando princípio basilar do Estado Democrático de Direito. A manifestação do MP tende a afastar impugnações imediatas sobre a foto, mas a decisão final sobre a regularidade ficará sujeita ao entendimento do próprio tribunal.