Brasília, DF – O Ministério do Trabalho e Emprego informou ter recebido mais de 7.000 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho, anunciou o ministro Luiz Marinho nesta quarta-feira (4). Segundo ele, parte dessas comunicações ainda precisa ser verificada para confirmar se se tratam de denúncias concretas.

Marinho reforçou a orientação aos empregadores e explicou a postura do Estado: "Aproveito para me dirigir a todos eventualmente que ainda pensam em fazer esse tipo de bobagem. Recue. Afinal de contas, o estado não pretende punir absolutamente ninguém. O que o estado pretende é proteger o trabalhador". Em outra declaração, o ministro admitiu: "Você tem aqui das 7.000, não sei exatamente qual a proporção que serão denúncias reais e concretas".

Você tem aqui das 7.000, não sei exatamente qual a proporção que serão denúncias reais e concretas

O MTE já havia divulgado que, em apenas três dias após o segundo turno, o canal específico criado para essas ocorrências contabilizou 4,3 mil registros. O Ministério Público do Trabalho obteve liminares contra casos relatados e a Justiça do Trabalho determinou que a Meta retirasse postagens que estimulavam empregadores a demitirem funcionários por causa do voto.

Autoridades apontam que, nas redes, parlamentares alinhados ao bolsonarismo chegaram a incentivar boicotes a comércios e a exoneração de empregados que declararam voto em candidatos de esquerda, e circularam listas de boicote com nomes de pessoas e empresas. O ministro voltou a defender o princípio do voto livre: "não podemos admitir que trabalhadores e trabalhadoras sejam ameaçados, constrangidos ou discriminados por suas escolhas políticas. O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados".