A deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) denunciou neste sábado (5/9) o recebimento de e-mails que continham ameaças de estupro e esquartejamento, além de informações pessoais e sigilosas — como CPFs e endereços — de membros de sua família. Candidata à reeleição, a parlamentar afirmou ter entregue as mensagens às autoridades e instaurado procedimento policial para apuração das ameaças e da divulgação de dados pessoais.
Natália destacou que não é a primeira vez vítima desse tipo de violência política: em 2024 ela já recebeu ameaça de morte que citava ser levada a um canavial para “dar cabo dela” e teve alguém dizendo publicamente que “seria metralhada”; o autor daquela declaração chegou a ser inocentado, segundo a deputada. O histórico de intimidações mostra padrão de hostilidade direcionada a sua atuação parlamentar e eleitoral.
A vereadora do PT em Natal, Brisa Bracchi, também relatou ter recebido mensagens com teor sexual e menções a grupos neonazistas. A equipe de Brisa encaminhou o material à Polícia Civil do Rio Grande do Norte, ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), ao Ministério Público Eleitoral — que repassou a investigação à Polícia Federal — e ao Ministério das Mulheres. A parlamentar informou estar em segurança e que todas as medidas de proteção foram acionadas.
Os episódios acendem alerta sobre o aumento da violência política e a instrumentalização de dados pessoais como forma de intimidação. Politicamente, as denúncias ampliam desgaste em torno da segurança de candidatas e candidatos e pressionam órgãos de investigação e Justiça Eleitoral a responderem com rapidez. A investigação da PF e as providências do TRE e do MPE serão determinantes não só para identificar os autores como para estabelecer resposta institucional que iniba novas tentativas de silenciamento no período eleitoral.