O primeiro‑ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, telefonou ao senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) na noite de 8 de outubro para parabenizá‑lo pelo resultado no primeiro turno e convidá‑lo a visitar o país, segundo comunicado do gabinete do premiê. A ligação contou com a participação de Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, e terminou com o retribuído convite para que Netanyahu visite o Brasil.
A troca de cumprimentos e convites consolida uma sequência pública de aproximação: Flávio esteve em Israel em dezembro de 2025 para a Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo, e em julho Netanyahu gravou mensagem de apoio ao lançamento da campanha do senador. Em junho, Flávio anunciou a intenção, caso eleito, de transferir a embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém — promessa reafirmada em discursos à comunidade judaica na Argentina.
Politicamente, o gesto de Netanyahu tem efeito simbólico e prático para a campanha de Flávio: amplia a visibilidade internacional do pré‑candidato e sinaliza respaldo de um líder estrangeiro que já demonstrou afinidade com a pauta defendida por ele. Ao mesmo tempo, a articulação expõe um risco político, pois a mudança de posição sobre a embaixada é tema sensível na diplomacia e pode dividir eleitores e parceiros no debate externo.
Para o cenário eleitoral, a interlocução com Netanyahu reforça a narrativa de alinhamento de Flávio com governos e lideranças de direita na América do Sul — lembrando que Javier Milei participou do evento de lançamento do PL. O episódio tende a ser explorado pela campanha como ativo diplomático, mas também oferece munição à oposição para questionar a prioridade e as consequências de propostas que mexem com o mapa diplomático brasileiro.