A quarta rodada da pesquisa Nexus/BTG Pactual divulgada nesta segunda-feira (15/6) confirma vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro em cenários de 2026. No segundo turno estimulado, Lula teria 49% contra 43% de Flávio, diferença de seis pontos. No primeiro turno, o levantamento aponta Lula com 42% e Flávio com 33%; Ronaldo Caiado e Renan Santos aparecem com 4% cada, Romeu Zema tem 2%, brancos/nulos somam 5% e 3% não souberam responder.

Os recortes regionais e demográficos mostram distribuição típica de bases: Lula melhor entre mulheres, eleitores com ensino fundamental e no Nordeste — onde atinge até 66% no duelo direto —; Flávio tem desempenho mais sólido entre evangélicos, homens e nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste. O levantamento registra um eleitorado com alto grau de definição: 73% dizem que a escolha já está feita (81% entre eleitores de Lula; 77% entre os de Flávio). Ao mesmo tempo, a pesquisa evidencia rejeições altas: 52% declaram que não votariam de jeito nenhum em Flávio Bolsonaro; 47% dizem o mesmo sobre Lula.

A pesquisa ouviu 2.017 eleitores por telefone entre 12 e 14 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais e registro no TSE BR-06645/2026. Os números reforçam que Lula mantém vantagem confortável, mas não consolidada além de dúvidas: a alta rejeição de ambos limita espaço de crescimento e dá ao pleito caráter competitivo. A estabilidade apontada pelo elevado percentual de decididos torna a mobilização de indecisos e a articulação de alianças centrais para qualquer virada.

Politicamente, o levantamento acende alerta para os dois lados. Para o governo, a vantagem preserva a narrativa de força, mas a rejeição persistente e os recortes regionais indicam que a estratégia terá de ampliar apelo além das bases tradicionais para evitar surpresas. Para Flávio Bolsonaro e a oposição, os dados mostram consolidação de um núcleo de apoio, porém com teto eleitoral visível e desafio de reduzir rejeição entre o eleitorado moderado. Em suma, a pesquisa oferece um retrato de momento: favoritismo de Lula, mas com sinais claros de limites e necessidade de ajustes estratégicos rumo a 2026.