O Instituto Nexus divulga, nesta segunda-feira (21/9), nova pesquisa sobre a corrida à Presidência de 2026. O levantamento, cujo resultado será disponibilizado no site do Correio Braziliense assim que for publicado, é o primeiro realizado após a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal que discutiu suposto envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master — evento que pode ter reverberações políticas mesmo sem, por enquanto, alteração factual consolidada.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00485/2026. Foram entrevistados 2 mil eleitores com 16 anos ou mais, obrigatoriamente com título, entre sexta (18/9) e domingo (20/9). As entrevistas foram por telefone, com seleção aleatória por DDD; a margem de erro estimada é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Na rodada anterior, divulgada em 14 de setembro, Luiz Inácio Lula da Silva aparecia com 47% contra 46% de Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno — diferença dentro da margem e classificada como empate técnico.
A novidade metodológica da pesquisa é a inclusão de perguntas sobre motivações do voto — se o eleitor escolhe o candidato por afinidade ou apenas para evitar o adversário —, além de questões sobre quem o entrevistado acha que vencerá e o grau de conhecimento das propostas. Essa bateria tem potencial para transformar números próximos em diagnóstico político: se grande parte das intenções se declarar motivada por votos 'tático-evitativos', a estabilidade aparente pode ocultar fragilidade e obrigar campanhas a revisar mensagens e estratégias em um momento sensível.
Por fim, é importante tratar os resultados como um retrato do momento, não como previsão definitiva. Com a pesquisa saindo duas semanas antes da ida dos eleitores às urnas, partidos e candidatos vão buscar sinais de tendência e intensidade de apoio. A combinação entre variações pontuais, percentual de voto 'preventivo' e percepção sobre propostas poderá traduzir-se em pressão por ajustes táticos, abertura de novos ataques e realinhamentos de narrativa, dependendo do que os números efetivamente mostrarem.