O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acusou setores da esquerda de recorrer ao que chamou de “terrorismo eleitoral” para angariar votos contra Flávio Bolsonaro. Em conversa com jornalistas, o parlamentar afirmou que adversários difundem alegações de que um eventual governo de direita ameaçaria direitos das mulheres e da população LGBT e negou que a direita use artifícios semelhantes para vencer eleições: “O que a gente fala a verdade, a esquerda fala mentira. A gente não faz terrorismo eleitoral para poder ganhar votos”, disse Nikolas.

As declarações ocorreram às vésperas de uma decisão do ministro André Mendonça, do STF, que determinou a remoção de cinco publicações dos deputados André Janones e Lindbergh Farias relacionadas a Flávio Bolsonaro. Pelo despacho, o material associava o senador a cortes em programas sociais, mudanças nas aposentadorias e à privatização da Petrobras; Mendonça proibiu a republicação sob pena de multa de R$ 10 mil por postagem.

O que a gente fala a verdade, a esquerda fala mentira. A gente não faz terrorismo eleitoral para poder ganhar votos.

Nikolas atribuiu o avanço da direita nas plataformas digitais à espontaneidade dos conteúdos e à identificação do público com as mensagens, citando formatos simples — vídeos gravados no carro ou na cama — e garantindo que suas publicações têm maior repercussão do que as do presidente: “Eu tenho muito mais seguidores que o presidente da República”. Para ele, essa disputa de narrativa depende da credibilidade dos canais usados pela direita.

O episódio expõe a tensão entre estratégia de comunicação nas redes e respostas judiciais a alegadas práticas de desinformação. Politicamente, a reação pública e as medidas do STF podem reforçar a polarização e complicar a narrativa de ambos os lados na corrida para 2026: para a direita, a prova de força digital; para adversários, um terreno em que acusações e decisões judiciais passam a determinar ritmo e custo político das campanhas.