Um vídeo que viralizou nas redes sociais colocou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no centro de uma disputa interna no bolsonarismo. Nas imagens, o parlamentar aparece ao lado de um apoiador que pede: “Manda um recado para a população de Rodrigues Alves, que é a cidade mais bolsonarista do Acre”. Quando a palavra “bolsonarista” é pronunciada, Nikolas interrompe o abraço e muda a expressão — reação que parte da direita interpretou como desprezo e traição ao movimento.
O episódio gerou ataques em perfis alinhados ao presidente, com acusações de que o deputado estaria se afastando da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Diante das críticas, Nikolas republicou uma explicação atribuída ao próprio apoiador, que afirmou que a cena foi “tirada de contexto” pela esquerda. O deputado reagiu às acusações e escreveu: “O vídeo manipulado para me difamar partiu da própria 'direita' do Twitter. Até o rapaz do vídeo achou que era a 'esquerda' – sim, o modo de agir está igual.”
O vídeo manipulado para me difamar partiu da própria 'direita' do Twitter. Até o rapaz do vídeo achou que era a 'esquerda' – sim, o modo de agir está igual.
A disputa nas redes revela um problema prático para a coalizão: além da narrativa, episódios como este acendem alerta sobre a capacidade de manter a base unida em torno de uma candidatura única. Comentários que qualificam Nikolas de “traidor” e a repercussão do clipe podem aumentar o desgaste entre aliados e dificultar a mobilização local, sobretudo em praças simbólicas para o bolsonarismo.
Nikolas encerrou a resposta com a frase “A verdade prevalece”, mas a controvérsia tende a permanecer em circulação digital. Mais do que um episódio de redes, o caso funciona como termômetro das tensões internas no grupo e pode forçar ajustes de comunicação e postura entre deputados e pré-candidatos para evitar nova erosão de apoio.