O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) transformou em arma política a convocação de Neymar para a Copa do Mundo de 2026. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar ironizou críticas ao retorno do atacante e sugeriu que a escolha do técnico teria implicações eleitorais, insinuando que adversários torciam contra a presença do jogador.

Sem negar o talento do jogador, Nikolas fez um vínculo explícito entre a opinião sobre o futebol e a contenda política: segundo ele, quem se opõe à convocação teria o mesmo perfil de derrotados nas urnas. A declaração circulou nas redes e reforçou a narrativa de uso estratégico de símbolos esportivos no embate rumo a 2026.

O episódio se insere em um contexto já marcado por alinhamentos políticos do atleta: em 2022 Neymar manifestou apoio ao então candidato Jair Bolsonaro, e, agora, o senador Flávio Bolsonaro — pré-candidato do PL — rapidamente comemorou a convocação nas redes, publicando foto ao lado do jogador e uma mensagem otimista sobre as chances da Seleção.

Politicamente, a declaração de Nikolas acende um alerta sobre a crescente politização do esporte. Para o bolsonarismo, o episódio funciona como sinal de coesão e visibilidade; para adversários, tende a ampliar a polarização. Resta saber até que ponto esse tipo de recado influenciará eleitores ou apenas reforçará posições já consolidadas no debate público.