O nome do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) aparece em uma lista atribuída ao bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, encontrada pela Polícia Federal durante a 5ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada nesta quinta-feira (2/7). Segundo a investigação, o documento menciona uma suposta doação de R$ 3,2 milhões destinada à campanha de reeleição de Castro em 2022.
Apesar da referência, a PF não incluiu Castro entre os alvos das medidas cumpridas nesta etapa. Mesmo assim, a menção pública a valores e nomes acende alerta político: em ano pré-eleitoral, qualquer ligação documentada com operadores financeiros tende a ampliar desgaste, pressionar a imagem do PL e abrir espaço para questionamentos sobre transparência e financiamento de campanha.
Fontes oficiais da operação ressaltam que nomes em planilhas ou listas apreendidas não equivalem a acusação automática, e que o trabalho investigativo busca cruzar provas antes de responsabilizar alguém. Para o ex-governador e seu partido, a melhor saída, do ponto de vista político, é esclarecer imediatamente a origem e o destino dos recursos citados, evitando que o episódio vire munição para adversários e gere erosão de confiança.
Além do impacto eleitoral, o caso alimenta um debate institucional sobre controles de doações e práticas de grupos criminosos que atuam no submundo do jogo. A Operação Unha e Carne segue em curso, e o desenrolar das apurações dirá se as menções na lista terão consequência jurídica ou permanecerão como indícios num vasto conjunto de material apreendido.