A quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 7 de maio, aprofundou a pressão sobre a defesa de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal cumpriu 10 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais, Piauí e no Distrito Federal e prendeu Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro. A ação também teve o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e seu irmão como alvos.

Fontes ligadas à defesa relatam que a proposta inicial de delação apresentada por Vorcaro carecia de detalhes relevantes e que reuniões internas e com o cliente já estão sendo agendadas para 'melhorar' o acordo. Vorcaro permanece na Superintendência da PF; o avanço das diligências e a coleta de novas provas elevam o risco de retrocesso nas negociações e podem levar ao retorno ao 19º Batalhão da Polícia Militar, a chamada 'Papudinha'.

A operação bloqueou mais de R$ 18 milhões em bens e valores. Investigadores apontam que a fraude atribuída a Vorcaro e a operadores financeiros atingiu principalmente o Banco de Brasília (BRB). No campo político, a investigação menciona pagamentos mensais à cúpula do Progressistas — entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, segundo apuração — e coloca o senador Ciro Nogueira em posição delicada; sua defesa nega envolvimento em irregularidades.

Esse desdobramento acende alerta e amplia desgaste: além de complicar a estratégia de defesa, a nova fase amplia as frentes investigativas e exerce pressão sobre atores políticos ligados ao caso. Para o governo e para o PP, o avanço das investigações representa custo político e gera incertezas sobre efeitos institucionais e eleitorais, reforçando a necessidade de respostas mais claras das partes envolvidas.