O Novo caminha para descartar o nome do ministro aposentado Joaquim Barbosa como opção de vice na chapa de Romeu Zema à Presidência, segundo interlocutores próximos ao processo. Apesar de elogios públicos de Zema à carreira do ex-ministro — lembrando sua trajetória no combate à corrupção — a direção do partido já atua com a hipótese de manter uma chapa pura, caso a aliança com o Podemos não avance.

Nas negociações em curso, o Novo mantém diálogo com o Podemos. A presidente da legenda, deputada Renata Abreu (SP), é um dos nomes apontados para compor a vice na hipótese de acordo entre as siglas. Fontes ouvidas indicam, porém, que a articulação não tem encaminhamento definitivo, o que levou a executiva do Novo a estudar alternativas internas.

Entre os prováveis candidatos do próprio Novo aparecem o senador Eduardo Girão (CE), que tem status de pré-candidato ao governo do Ceará, e Felipe D’Ávila, ex-candidato do partido à Presidência em 2022. A convenção estadual do partido está marcada para este domingo (2/8) e a definição formal sobre o vice tende a ser postergada até o fechamento do período de convenções, na próxima quarta-feira (5).

O movimento de afastar Barbosa, ainda que não oficial, tem efeito político palpável: reduz a margem de manobra para ampliar a base com o Podemos e sinaliza preferência por identidade própria de chapa. A opção pela chapa pura preserva coesão interna e controle sobre o projeto, mas também limita a capacidade de ampliar palanques e negociar votos — um custo político que a direção do Novo avalia até o prazo final.