O Partido Novo confirmou nesta terça-feira que o senador Eduardo Girão aceitou o convite para compor como vice a chapa presidencial de Romeu Zema. Para isso, Girão abriu mão da candidatura ao governo do Ceará, no que o partido descreve como uma opção avaliada internamente como a mais adequada para a corrida nacional.

A definição chega um dia antes do prazo final para convenções partidárias, com o registro de candidaturas no TSE até 15 de agosto. Zema havia indicado preferência por um vice oriundo do próprio Novo, e a sigla também avaliou conversas com outras legendas. Negociações com o Podemos, que teria Renata Abreu como aposta, não avançaram diante do movimento do partido em direção à neutralidade. Figuras como Joaquim Barbosa e propostas de chapa por interlocutores externos, incluindo o nome ligado a Augusto Cury, foram mencionadas e descartadas.

A opção por Girão busca preservar a disciplina interna e a identidade do Novo, mas tem custo político imediato: o partido perde um palanque próprio no Ceará e reduz capacidade de atrair parceiros fora da sigla. A escolha também sinaliza um cálculo de curto prazo voltado à coerência partidária, em vez de ampliar a base por meio de alianças que poderiam aumentar a competitividade em regiões chave.

Com a chapa alinhada, o desafio agora é traduzir a unidade interna em capilaridade eleitoral. A decisão prende a campanha a um perfil de composição interna e impõe ao Novo a tarefa de compensar, em agenda e estratégias, a perda de espaço regional, enquanto corre contra o relógio para formalizar registros e montar uma campanha competitiva.