O Partido Novo oficializou, nesta segunda-feira (27/7), em Brasília, a pré-candidatura do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema à Presidência da República. O ato concentrou-se em exaltar o perfil gestor do mineiro e em situar a legenda como alternativa à polarização com o PT, alinhando a proposta a redução do tamanho do Estado e ao combate à corrupção.
A direção nacional, representada pelo presidente Eduardo Ribeiro, informou que o partido pretende lançar mais de 1.250 candidatos em 2026 e disse escolher representantes com base em integridade, coragem e competência. Ribeiro e outros dirigentes atribuíram a Zema resultados administrativos em Minas — recuperação fiscal, geração de empregos e reorganização da máquina — como selo de governabilidade.
No palanque, o senador Eduardo Girão e o ex-procurador Deltan Dallagnol reforçaram a ênfase na experiência administrativa e na necessidade de ampliar a bancada do Novo no Congresso. A sigla também anunciou ações de enfrentamento institucional, citando pedido de CPI para investigar o Banco Master e requerimento ao Conselho de Ética para afastamento do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
A estratégia do Novo é clara: transformar reputação estadual de gestão em projeto presidencial e, ao mesmo tempo, construir musculatura parlamentar para sustentar uma eventual agenda liberal. O caminho é político e eleitoralmente exigente: crescer de forma consistente nas bancadas estaduais e federais será condição para traduzir plataformas administrativas em políticas públicas no plano federal, além de reduzir a exposição do partido à disputa direta com o PT em cenários nacionais.