A assessoria do Ministério da Defesa confirmou que o número de telefone do ministro José Múcio Monteiro foi clonado por criminosos em um aplicativo de mensagens. Prints que circulam em redes sociais mostram que o contato foi usado para encaminhar mensagens a pessoas da agenda pessoal do ministro e solicitar pequenas doações em nome de um evento.

Nos textos falsos, os golpistas se passam pelo ministro e informam que o objetivo seria arrecadar recursos para uma ação em prol de crianças, citando o Instituto Criança Esperança como suposto beneficiário. A quantia pedida a cada convidado, segundo as imagens, era de R$ 5 — valor baixo, usado como isca para reduzir a desconfiança e aumentar o alcance do golpe.

Além do prejuízo imediato a quem recebeu a mensagem, o caso levanta dúvidas sobre a segurança das comunicações de autoridades e sobre a proteção das agendas pessoais. Mesmo sem indicar falha específica do ministério, o episódio expõe uma vulnerabilidade que pode afetar tanto contatos privados quanto a confiança em canais oficiais de comunicação.

Especialistas e autoridades costumam recomendar checagem por meio de canais oficiais antes de atender a pedidos de dinheiro, por menores que sejam. O Ministério da Defesa precisa orientar contatos e servidores, esclarecer procedimentos e avaliar medidas para evitar novos incidentes — sobretudo por se tratar de um integrante do núcleo de segurança do Estado.