O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), fez um apelo público pela unidade da direita durante a Convenção Nacional do PL em São Paulo. Relembrou a eleição municipal de 2024, quando disse ter sido alvo de ataques até de aliados do mesmo campo político, e afirmou que as cisões internas prejudicam a estratégia eleitoral: “Acabaram juntando quatro contra nós”, lembrou.
Nunes cobrou apoio explícito aos nomes já costurados pelos partidos para o Senado em São Paulo, citando André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) como figuras que, segundo ele, vão “colocar o peito na frente” pela pauta do campo conservador. Ao concluir o apelo à coesão, saudou Michelle Bolsonaro e reforçou que a direção do grupo está definida: “Quem fizer um jogo contra está traindo aquilo que o Jair Bolsonaro orientou.”
O discurso incluiu ainda uma crítica direta ao Judiciário: Nunes afirmou que a bancada de senadores do campo terá de agir “independente de STF e STJ”. A mensagem — de mobilizar o Congresso como contrapeso institucional — acende alerta sobre risco de tensão entre Poderes e sinaliza uma estratégia de polarização institucional que pode complicar a narrativa pública do bloco governista.
No plano político, o apelo é também um reconhecimento do custo eleitoral da desunião: para quem mira 2026, consolidar nomes e disciplina partidária é condição para transformar expectativa em resultado. Resta saber se a orientação pública de líderes locais será suficiente para estancar rachas que, no passado recente, já custaram capital político ao campo conservador.