O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), subiu o tom contra o candidato do PT ao governo paulista neste sábado durante a convenção estadual do Republicanos que selou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição. No Ginásio do Ibirapuera, Nunes não apenas garantiu que o aliado vencerá já no primeiro turno como dirigiu críticas frontais ao principal concorrente da chapa governista.
A convenção, que contou com lideranças do campo de centro-direita e a presença do senador Flávio Bolsonaro (PL), serviu para formalizar uma estratégia de continuidade administrativa e para intensificar o ataque ao projeto representado por Fernando Haddad. Nunes recorreu a um tom depreciativo ao se referir ao petista, numa tentativa clara de deslegitimar o adversário e energizar a base eleitoral.
Haddad, com currículo acadêmico e passagens por prefeitura e ministério, é tratado pela coalizão governista como o polo de adesão ao projeto do presidente Lula no maior colégio eleitoral do país. A aposta pública na vitória no primeiro turno visa consolidar narrativa de superioridade, mas também revela risco de nacionalizar e polarizar ainda mais a disputa, tornando mais difícil atrair eleitores de centro insatisfeitos com radicalismos.
Do ponto de vista prático, a ofensiva verbal cumpre papel de mobilização interna, mas pode cobrar preço externo: confrontos e insultos facilitam a reação adversária e complicam tentativas de ampliar a aliança em torno de Tarcísio. Em um estado decisivo para o calendário nacional, a tônica da campanha nos próximos meses dirá se a estratégia de desgaste a Haddad amplia chances de vitória antecipada ou abre frentes de resistência que prolonguem a disputa.