O ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, confirmou por nota oficial que viajou a Maceió em 14 de novembro de 2025 para participar da comemoração de aniversário da advogada Camilla Ewerton Ramos, que atua pelo Banco Master em processo no Superior Tribunal de Justiça.

Segundo a nota, Nunes Marques e a esposa foram convidados por Camilla — casada com o desembargador Newton Ramos, ex-colega do ministro no TRF1 — e a anfitriã ficou responsável pelo voo e pelos detalhes da viagem. O episódio recoloca na agenda pública a convivência social entre magistrados e advogados que litigam em instâncias superiores.

O ministro afirmou que se declara suspeito em casos que envolvem amigos pessoais.

O ministro afirmou que se declara suspeito em casos que envolvem amigos pessoais e citou, como exemplo, o advogado Luís Gustavo Severo, informando que essas suspeições são registradas na Secretaria do Tribunal com antecedência, de modo que os processos correspondentes “nem chegam a ser remetidos ao gabinete”.

Mesmo com recusas formalizadas, a presença pública em eventos organizados por profissionais que atuam contra partes ou interesses sujeitos à apreciação de instâncias superiores levanta problema de percepção. O episódio acende alerta sobre a necessidade de transparência para preservar a confiança no Judiciário e evitar ambiguidades entre vida privada e dever de imparcialidade.

A nota de Nunes Marques busca conciliar o direito à convivência pessoal com o princípio da imparcialidade, mas a foto política do caso é clara: aproximações sociais com representantes de partes litigantes tornam imprescindível controle rigoroso e comunicação clara sobre recusas, para não comprometer a credibilidade institucional.

Essas suspeições são registradas na Secretaria do Tribunal com antecedência, de modo que os processos correspondentes nem chegam a ser remetidos ao gabinete.