Nas eleições de outubro de 2026, além de presidente e governadores, os brasileiros renovam parte do Congresso e das assembleias estaduais. O Legislativo — composto por senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais — tem duas atribuições centrais: legislar e fiscalizar. A articulação entre Executivo e parlamento é crucial: sem maiorias ou acordos, projetos e até decisões orçamentárias ficam travados, com custo político e econômico para quem governa.

Os senadores representam as unidades da Federação, têm mandato de oito anos e acumulam funções legislativas e de controle. Entre competências exclusivas estão a aprovação de indicados presidenciais a cargos-chave e o julgamento de autoridades em processos por crimes de responsabilidade. Em 2026 serão renovadas 54 das 81 cadeiras do Senado — dois terços da Casa — e, em cada estado e no DF, cada eleitor pode escolher até dois candidatos; os dois mais votados somam três representantes por unidade federativa.

Já a Câmara dos Deputados, com 513 vagas e mandato de quatro anos, representa a população. Eleita pelo sistema proporcional, sua composição resulta tanto do voto individual quanto do desempenho partidário. A Câmara tem papel decisivo na aprovação do Orçamento da União, na fiscalização do Executivo e na autorização para processos por crime de responsabilidade contra o presidente e outras autoridades, o que confere ao plenário poder direto sobre a governabilidade.

Nos estados e no Distrito Federal, deputados legislativos e distritais tratam de políticas e orçamentos locais e fiscalizam governadores. Para o eleitor, conhecer histórico e propostas dos candidatos é essencial: a renovação do Congresso não é apenas formalidade eleitoral, mas fator determinante para a agenda de reformas, o controle dos gastos públicos e o equilíbrio entre poderes.