No domingo do segundo turno as regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orientam o eleitor sobre o que é permitido e o que é vedado dentro e ao redor das seções. A legislação busca garantir o sigilo do voto e evitar pressão ou influência no momento da escolha. Na prática, o eleitor pode demonstrar preferência de forma individual — com camisetas, broches, bandeiras e adesivos — desde que não transforme essa manifestação em ação coletiva destinada a persuadir outros votantes.

Entre as proibições mais rígidas está o uso de aparelhos que possam registrar ou transmitir a votação: celulares, câmeras, filmadoras e relógios inteligentes não podem ser utilizados dentro da cabine. É permitido entrar na seção com o celular — inclusive para apresentar o e‑Título —, mas o dispositivo deve ser desligado e deixado no local indicado pelos mesários antes de acessar a urna. Quem se recusar a entregar o aparelho não poderá entrar na cabine enquanto persistir a recusa; a ocorrência pode ser registrada pela mesa receptora e, se necessário, comunicada às autoridades competentes.

Também é vedada a propaganda eleitoral no dia da votação: não é permitido distribuir santinhos, camisetas ou qualquer material de campanha no interior das seções ou promover aglomerações com roupas padronizadas voltadas a angariar votos. Mesários e servidores da Justiça Eleitoral devem manter neutralidade visual — sem roupas ou acessórios de propaganda — e fiscais de partidos só podem identificar-se com nome e sigla, sem uniformes padronizados. O eleitor, por sua vez, pode usar bermuda, chinelo ou camiseta; o TSE recomenda evitar trajes de banho, como biquíni, maiô ou sunga, e em hipótese alguma comparecer sem camisa.

Há exceções práticas: pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem entrar na cabine acompanhadas por alguém de confiança, que deve se identificar na mesa receptora e pode inclusive digitar o voto quando necessário. É permitida a consulta de anotações pessoais — a chamada "cola eleitoral" — desde que seja uso estritamente individual. Do ponto de vista político e operacional, as regras cerceiam manifestações coletivas visíveis nas seções e forçam partidos a concentrarem mobilização fora dos locais de votação; ao mesmo tempo, impõem um desafio logístico aos mesários, que precisam aplicar normas que, em alguns casos, podem gerar conflito com eleitores despreparados para as restrições.