O Conselho Pleno da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil aprovou, por maioria, nesta madrugada um posicionamento institucional que reúne sete medidas, entre elas a propositura de pedidos de impeachment contra os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. As propostas serão encaminhadas ao Conselho Federal da OAB; a entidade afirma orientar-se pela defesa da Constituição e do Estado Democrático de Direito.

Entre as medidas deliberadas estão a abertura de processos de impeachment, a solicitação de investigação pela Polícia Federal e o pedido de afastamento cautelar de investigados quando necessário. A OAB/DF também cobrou o levantamento de sigilo de investigações que envolvam autoridades — excetuando procedimentos cautelares legítima e estritamente sigilosos — e propôs que o presidente do STF reassuma investigações contra pessoas sem foro privilegiado para remetê‑las aos juízes competentes.

A seccional aprovou ainda a elaboração de uma carta aberta à sociedade com as medidas adotadas e propostas de reforma do Poder Judiciário. Paralelamente, o presidente da OAB/DF determinou a abertura de procedimento ético‑disciplinar contra os sócios do escritório Barci & Barci Advogados, alvo de relatório da Polícia Federal na Operação Compliance Zero — escritório ligado a Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

A decisão da OAB/DF sinaliza um aprofundamento do confronto institucional e acende alerta sobre a amplificação do desgaste político em torno do Supremo. Ao levar pedidos de impeachment ao Conselho Federal e evidenciar a necessidade de investigação e afastamento cautelar, a seccional pressiona o Congresso e o próprio Judiciário a dar respostas formais — o que pode transformar apurações técnicas em conflito político de maior amplitude.

A entidade ressalta caráter não partidário das deliberações e confia que os órgãos competentes examinarão os pedidos com rigor e imparcialidade. Na prática, contudo, o encaminhamento amplia a agenda de conflito entre cortes, Parlamento e sociedade, exigindo resposta clara sobre procedimentos, prazos e garantias legais para que a apuração não se transforme em instrumentalização política.