O Maranhão registrou oito candidaturas ao governo estadual para as eleições que terão primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro. São 5.186.562 eleitores aptos a votar; 52% são mulheres e 48% homens, um eleitorado que exige estratégias de campanha capazes de dialogar com perfis socioeconômicos e raciais diversos.

Do total que declarou cor ou raça, 74,61% se autodeclaram pardos, 13,13% brancos, 10,88% pretos, 0,88% indígenas e 0,5% amarelos. Esses números apontam para um cenário em que a construção de alianças regionais e a penetração em segmentos majoritariamente pardos podem ser decisivos. A existência de oito nomes na disputa amplia a probabilidade de dispersão de votos e torna o segundo turno um cenário plausível, com alto custo político para negociação de apoios.

Os candidatos registrados, em ordem alfabética pelo nome na urna, são: André Luís (André Luís Caetano dos Santos) — Missão; Dimas Cassimiro (Dimas Cassimiro do Nascimento) — PCO; Eduardo Braide (Eduardo Salim Braide) — PSD; Felipe Camarão (Felipe Costa Camarão) — PT; Orleans Brandão (Carlos Orleans Braide Brandão) — MDB; Reginaldo Lima (Reginaldo Lima Brauno) — PCB; Roberto Rocha (Roberto Coelho Rocha) — PRTB; e Saulo Arcangeli (Saulo Costa Arcangeli) — PSTU.

Além do governo, os eleitores maranhenses votarão para deputado federal, estadual, dois senadores (cada chapa com titular e dois suplentes) e para presidente e vice. O desfecho da disputa pelo Palácio dos Leões impacta a composição das bancadas estaduais no Congresso e a capacidade de o futuro governador articular políticas e recursos federais. Com o calendário apertando, a interlocução entre partidos e a disputa por votos nas faixas majoritárias — especialmente entre eleitores pardos e mulheres — serão os principais vetores a observar nas próximas semanas.