O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, foi preso nesta quinta-feira (16/4) durante a deflagração da quarta fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo operações do Banco Master e a venda de ativos sem lastro ao BRB. Segundo o material-base da operação, entre os crimes sob apuração estão gestão fraudulenta, manipulação de mercado, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

As investigações começaram em 2024, por solicitação do Ministério Público Federal, e já tiveram três fases anteriores, cada uma focada em frentes distintas do suposto esquema. A primeira fase foi deflagrada em 18 de novembro de 2025, quando o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez. Na nova etapa, o Supremo Tribunal Federal expediu dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo.

Além do efeito jurídico sobre os investigados, a prisão do ex-presidente do BRB acende alerta institucional. Tratando-se de um banco com vínculo público local, a operação levanta dúvidas sobre controles internos, governança e eventual exposição do erário. A apuração pode ter desdobramentos políticos e econômicos reais: reforça pressão por transparência e impõe custo reputacional ao banco e às autoridades responsáveis pela supervisão.

A investigação segue em curso e as medidas recentes, autorizadas pelo STF, indicam a avaliação de risco e gravidade feita pelos investigadores. Ainda que os fatos estejam sob apuração, o conjunto aponta para necessidade de resposta institucional clara, auditorias e eventual recomposição de danos caso se confirmem operações sem lastro. A cobertura da Operação Compliance Zero continuará acompanhando novos desdobramentos.