Brasília, DF – A disputa pela presidência do Senado em 2027 já ganhou espaço nos corredores da Casa. Parlamentares da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificaram articulações na tentativa de conquistar a cadeira na próxima legislatura.

Do lado oposicionista, dois nomes surgem com força: o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha presidencial derrotada de Flávio Bolsonaro (PL), e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), vista como alternativa capaz de dialogar com setores do centro e do agronegócio.

A falta de consenso entre os opositores, porém, abre caminho para o atual presidente Davi Alcolumbre (União-AP). Ele tem trabalhado para ampliar sua base e preservar alianças que atravessam a divisão entre governistas e oposicionistas, apostando na interlocução com diferentes bancadas para buscar a recondução.

O posto no comando do Senado é estratégico: além de definir a pauta, o presidente influencia a tramitação de indicações para tribunais superiores, nomeações do Executivo e outras decisões de interesse do Palácio do Planalto. Para a oposição, tomar a mesa significaria aumentar a pressão sobre o novo mandato de Lula; para Alcolumbre, o desafio será transformar acordos em votos.