O empresário Pablo Marçal afirmou ao jornal Estadão que a declaração de bens de R$ 7,4 bilhões entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está equivocada e que determinou a correção dos dados. Marçal registrou a candidatura à Presidência no sábado (15/8), último dia do prazo, depois de obter liminar da Justiça Eleitoral de São Paulo para trocar de sigla e se filiar ao PRTB.

O valor declarado em 2026 seria 43,77 vezes superior ao informado por Marçal em 2024, quando declarou R$ 169,5 milhões em bens — diferença que transformaria o empresário no candidato mais rico do pleito. Foi justamente essa discrepância que motivou a contestação dos dados e a expectativa de retificação junto ao TSE.

Na prestação de contas e nas declarações ao tribunal, a responsabilização pelas informações é do candidato e do partido. Marçal disse ter pedido a correção, mas não informou qual é o montante correto. A inconsistência eleva o nível de escrutínio sobre a documentação e sobre os procedimentos de conferência adotados pelo partido.

Além do aspecto contábil, a divergência tem potencial custo político. Marçal já responde a impedimento derivado de condenação na campanha à Prefeitura de São Paulo, que o torna inelegível por oito anos, e a nova controvérsia pode complicar ainda mais a análise do registro pelo TSE e a imagem do candidato perante eleitores e adversários.