A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (2/9), a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para ocupar uma cadeira no Tribunal de Contas da União. A deliberação foi feita por escrutínio secreto, conforme anunciado pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ao todo, 404 deputados votaram sim e 61 votaram não; 470 parlamentares registraram presença, entre votos presenciais e remotos. Pacheco não acompanhou a sessão no plenário durante a votação.
O mecanismo adotado permitiu que deputados registrassem o voto nos postos das bancadas ou pelo aplicativo Infoleg. Para aprovar o projeto de decreto legislativo que confirma a indicação, era necessária maioria simples. O relatório favorável foi apresentado pelo deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que citou a atuação política de Pacheco e o classificou como voz de diálogo e moderação.
Senador por Minas Gerais desde 2019, Pacheco presidiu o Senado e o Congresso Nacional entre 2021 e 2025. Antes de eleger-se ao Senado, atuou como deputado federal (2015–2019). Advogado e filiado ao PSB, agora avança nas etapas finais do rito de nomeação para ocupar uma das vagas do TCU, órgão responsável pelo controle externo das contas públicas.
Além do desfecho formal, a aprovação tem efeitos políticos concretos: transfere para o TCU um ator com trajetória política recente e reduz a presença direta do PSB no Senado. A votação secreta e o placar expressivo também suscitam debate sobre a natureza das negociações no Congresso e sobre o equilíbrio entre independência técnica do tribunal e a lógica de articulação partidária.