O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) teve a indicação para uma cadeira no Tribunal de Contas da União (TCU) formalizada por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) e conta com o apoio do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, disseram interlocutores da cúpula governista ao Correio. A vaga ficou aberta com a renúncia de Bruno Dantas, anunciada nesta segunda-feira (31/8).

O nome de Pacheco foi levado ao Senado por meio de um projeto de decreto legislativo subscrito por senadores de diferentes alas, entre eles Randolfe Rodrigues, Ciro Nogueira, Rogério Marinho, Cid Gomes e Omar Aziz, sinalizando uma articulação ampla em torno do ex-presidente do Senado. Segundo fontes ouvidas, “não há objeções” do Planalto à escolha.

O apoio oficial ocorre meses depois do episódio que tensionou a relação entre Pacheco, Alcolumbre e o presidente Lula — quando o presidente optou por Jorge Messias para a vaga no Supremo em vez do senador, gerando distanciamento entre os aliados. A nova convergência indica prioridade pela estabilidade política e por costurar maioria para a indicação no Senado.

Politicamente, a bênção do Planalto facilita o caminho de Pacheco para a confirmação, reduzindo o espaço para obstruções e isolando eventuais dissidências. Ao mesmo tempo, o movimento reforça o debate sobre a independência dos tribunais quando cargos de alto impacto passam por arregimentação política — uma questão que tende a voltar ao centro das discussões no Congresso.