A Palver divulga neste sábado (24/10) a última pesquisa sobre a corrida presidencial antes do segundo turno marcado para domingo (25/10). O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-01794/2026, ouviu 5 mil eleitores com 16 anos ou mais por meio de questionários aplicados pela internet entre quinta (22/10) e sábado (24/10). A empresa informa margem de erro máxima de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

A metodologia adotada é não probabilística: participantes foram recrutados por anúncios em redes sociais e os resultados passaram por ajustes estatísticos, como o raking, para aproximar a amostra do perfil do eleitorado. Por isso, especialistas costumam recomendar cautela na leitura da margem de erro em levantamentos desse tipo — trata-se de um retrato do momento, não de uma previsão inexorável.

O levantamento chega como referência final em um cenário já mostrado nas rodadas anteriores da Palver: na pesquisa divulgada em 21 de outubro Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente (50% a 48% sobre Lula), diferença dentro da margem de erro. Outros levantamentos, como o Datafolha, também registraram disputa apertada. Se a nova rodada confirmar vantagem numérica de um dos lados, isso amplia a pressão e a necessidade de movimentos decisivos nas últimas horas de campanha — mobilização de bases, mensagens de última hora e gestão de riscos em debate e redes.

Além do efeito direto sobre a narrativa dos candidatos, a pesquisa tem impacto prático: números favoráveis fortalecem argumentos de fechamento de apoios e chamadas ao voto útil; números adversos obrigam mudanças táticas e criarem custo político para acordos de última hora. Por fim, dado o caráter não probabilístico e a proximidade da votação, o levantamento deve ser lido como o termômetro do dia anterior à eleição, com capacidade de influenciar decisões, mas sem garantir resultado definitivo nas urnas.