A um dia da votação decisiva, a pesquisa Palver coloca Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 49% no segundo turno. O levantamento, registrado no TSE sob o número BR-01794/2026, ouviu 5.000 eleitores com 16 anos ou mais pela internet entre 22 e 24 de outubro.

Tecnicamente, a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro máxima informada pela Palver, de três pontos percentuais, o que configura empate técnico no retrato deste momento. A própria Palver realizou rodadas anteriores com resultados parecidos: em 21 de outubro o levantamento mostrou Flávio em 50% e Lula em 48%; em 13 de outubro, Flávio também aparecia com 50% enquanto Lula oscilou entre 49% e 48%.

Há sinais metodológicos que pedem cautela: a amostragem é não probabilística, com recrutamento via anúncios em redes sociais e ajustes estatísticos para aproximar a amostra ao eleitorado, procedimento que pode subestimar vieses de representatividade. Outros levantamentos recentes, como o Quaest, também indicam uma disputa apertada (no caso do Quaest, 45% a 44% em votos válidos), o que reforça a ideia de cenário fluido, com oscilações dentro das margens e diferenças entre métodos.

Politicamente, o empate técnico acende alerta para os dois lados: para Lula, dificulta a construção de uma narrativa de vantagem confortável; para Flávio, mantém a necessidade de garantir comparecimento das bases até a última hora. No campo prático, o dado fortalece a estratégia de foco em mobilização, logística de voto e comunicação de emergência nas próximas horas. É um retrato do momento — não uma previsão definitiva — e aumenta a pressão sobre as campanhas na reta final.