O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, informou à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 178.707.610,09 no registro da candidatura protocolado nesta quinta-feira (6/8). O montante representa um aumento de R$ 48,9 milhões em relação aos R$ 129.795.313,70 apresentados em 2022, quando disputou e venceu a reeleição ao governo de Minas Gerais.

A declaração detalha a concentração de riqueza em uma holding familiar avaliada em R$ 94 milhões, seguida de R$ 56,2 milhões aplicados em um fundo de investimentos e R$ 16,8 milhões em participação numa instituição financeira. Em 2022, o principal ativo informado era a participação de 27,14% na Ricardo Zema Participações, avaliada então em R$ 72,3 milhões.

Comparado ao primeiro registro de bens em 2018 — R$ 69.752.863,96 — o salto acumulado chega a R$ 108,9 milhões, ou cerca de duas vezes e meia o patrimônio declarado há oito anos. O vice na chapa, senador Eduardo Girão (Novo-CE), declarou R$ 34,1 milhões, incluindo um depósito no exterior equivalente a US$ 1,8 milhão, aproximado em R$ 10 milhões.

Do ponto de vista político, um acréscimo dessa ordem tende a atrair atenção da oposição e pedidos de esclarecimento sobre a composição e a origem dos ativos durante a campanha. Embora não haja, nos documentos apresentados, informações que indiquem irregularidade, o salto patrimonial reforça a demanda por transparência e pode complicar a narrativa pública do candidato no debate eleitoral.