O senador Paulo Paim (PT-RS) classificou o caso envolvendo o Banco Master como "a situação mais grave" que acompanhou em seus 40 anos no Congresso e voltou a cobrar a instalação imediata de comissões parlamentares para apurar as denúncias. Em discurso no Senado, disse ter assinado pedidos tanto de CPI quanto de CPMI, além de apoiar iniciativas de colegas de diferentes bancadas, numa tentativa de dar ampla cobertura às investigações.

Paim procurou preservar o caráter investigativo da iniciativa e afirmou não estar fazendo acusações pessoais, mas sim exigindo o funcionamento das comissões para esclarecer os fatos. O tom do senador reforça a pressão política sobre o Legislativo para transformar apelos em medidas formais de investigação.

O episódio ganhou força após operações da Polícia Federal que alcançaram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), movimentação que ampliou o interesse público e a cobrança política por transparência. No Congresso há pedidos distintos em tramitação: no Senado, a articulação mira uma CPI exclusiva; há também tentativas de viabilizar uma CPMI, de abrangência bicameral, cujo avanço depende da leitura formal do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre.

A demora na formalização dos pedidos já suscita críticas de oposicionistas e até de parlamentares governistas favoráveis à apuração, sinalizando custo político para quem protela. Em termos práticos, a inércia parlamentar pode ampliar desgaste institucional e exigir uma resposta mais clara do Congresso para resguardar a credibilidade das instituições e responder às dúvidas levantadas pela investigação.