A sucessão de pesquisas públicas favoráveis a Flávio Bolsonaro nas vésperas do segundo turno acendeu um sinal de alerta na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Levantamentos como o PoderData e o Paraná Pesquisas/Big Data registraram avanço do senador, ampliando a preocupação no núcleo petista a poucos dias da votação marcada para domingo (25).

Integrantes do QG governista mantiveram cautela: apesar dos números externos, pesquisas internas encomendadas pela campanha teriam mostrado empate entre os dois candidatos nos últimos dias. Ainda assim, a divulgação pública de sondagens com vantagem de três pontos (no levantamento mais recente) e de um movimento anterior de dois para quatro pontos elevou o tom do debate técnico dentro da equipe.

O efeito imediato é político e operacional. Fontes da campanha dizem que será necessário confrontar metodologias, recalibrar projeções de voto útil e reforçar ações de mobilização e comunicação em segmentos e regiões onde o eleitorado ainda é fluido. A sequência de levantamentos favoráveis ao opositor complica a narrativa de estabilidade e pode aumentar a pressão sobre aliados e sobre a estratégia de última hora.

No instante em que a disputa entra em sua fase decisiva, a leitura oficial é de prudência: evitar reações precipitadas, aguardar novas pesquisas e ajustar táticas caso a tendência se confirme. A disputa, concluem assessores, continua definida por um quadro apertado — e por decisões de campanha que terão impacto direto no resultado do domingo.