Pesquisa conduzida pela AtlasIntel em parceria com a Arko Advice revela que 50,6% do eleitorado afirma que não votaria de jeito nenhum em Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento ouviu 4.224 pessoas nas cinco regiões do país, tem 95% de confiança e margem de erro de dois pontos percentuais. Registro no TSE: BR-06058/2026.
Além da taxa bruta de rejeição, o estudo mede a intensidade do sentimento: Lula alcança 53 pontos de rejeição e 35 de simpatia, enquanto Flávio Bolsonaro marca 52 de rejeição e 34 de simpatia. Os partidos PL e PT aparecem empatados nesses quesitos, com 52 pontos de rejeição e 23 de simpatia cada um.
A pesquisa expõe um desgaste significativo do presidente, especialmente pela associação a temas como corrupção e dependência do Estado.
O levantamento detalha os motivos citados pelos eleitores que afirmam não votar em Lula: 85,9% consideram-no envolvido ou conivente com corrupção; 45,7% dizem que ele quer a população dependente do Estado; 33,2% veem-no como representante de um projeto autoritário; 29,9% afirmam que não foi um bom presidente; e 21% criticam a priorização dos problemas do país. Entre os que rejeitam Flávio Bolsonaro, os principais motivos foram o receio de um retorno ao governo anterior (74,4%), acusações de conivência com corrupção (62,7%) e percepção de projeto autoritário (47,2%).
Os números configuram um retrato de desgaste para o presidente, sobretudo pelo peso das acusações associadas à corrupção e à dependência do Estado. Para o Planalto, a combinação de elevada rejeição e intensidade negativa impõe custos políticos: reduz margem de manobra, encarece negociações com aliados e limita capacidade de articulação para projetos nos próximos dois anos.
Trata-se, contudo, de um retrato pontual: pesquisas medem o momento e não determinam resultado final. Ainda assim, o levantamento acende um sinal claro sobre a necessidade de reação do governo — seja em agenda de comunicação, seja em respostas concretas às críticas — se a meta for recuperar espaço eleitoral e reduzir a vulnerabilidade diante da disputa de 2026.
Os números funcionam como um alerta para o Planalto: sem resposta consistente, a margem política pode encolher e complicar projetos futuros.