A 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira confirma um cenário apertado a menos de duas semanas do primeiro turno: no levantamento estimulado Lula caiu de 42% para 40% e Flávio Bolsonaro permaneceu em 37%, reduzindo a diferença de cinco para três pontos — dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais, o que configura empate técnico.

No cenário de segundo turno a amostra também aponta equilíbrio: Lula aparece com 46% e Flávio com 45%, ambos com oscilação de um ponto para baixo. A pesquisa registrou aumento discreto de brancos e nulos (de 6% para 7%) e manteve 1% de indecisos. Na pesquisa espontânea, sem apresentação de nomes, Lula tem 40% e Bolsonaro 34%. O levantamento ouviu 2.006 pessoas por telefone entre 18 e 20 de setembro e está registrado no TSE sob o número BR-00485/2026.

Os números do BTG/Nexus se somam a uma série de levantamentos recentes com leituras divergentes: Datafolha também registra empate técnico (Lula 46% x Flávio 44%), Atlas/Bloomberg trouxe vantagem maior para Lula (47,1% contra 42,6%), e CNT/MDA aponta liderança do petista nos dois turnos. A comparação entre institutos mostra um quadro volátil, em que pequenas oscilações podem alterar a narrativa das campanhas.

Do ponto de vista político, a aproximação acende alerta para a campanha de Lula: a redução da vantagem complica a narrativa de liderança confortável e aumenta a necessidade de mobilização do eleitorado e de medidas táticas para conter a transferência de votos ao candidato do PL. Para a oposição, a estabilização das intenções em um patamar próximo ao rival reforça a estratégia de intensificar debates e focar em eleitores indecisos e nos que indicam voto nulo ou branco.

Com menos de duas semanas para a votação, as pesquisas funcionam como retrato do momento e não como previsão definitiva. Ainda assim, a sequência de levantamentos que apontam empate técnico tende a ampliar a pressão sobre campanhas e aliados, elevar o custo político de erros e colocar em evidência a disputa pela definição dos indecisos.